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“Precisamos preservar o FAT para garantir investimentos e proteger trabalhadores”, destaca Luiz Marinho ao apontar riscos como a pejotização

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (3), em Brasília, da abertura do Seminário “Trabalho, Renda e Desenvolvimento”, que celebra os 35 anos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Codefat. O evento aborda os desafios da sustentabilidade do Fundo como instrumento de proteção social e de desenvolvimento econômico no país.

Responsável por financiar políticas essenciais ao trabalhador, como o Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e o Sistema Nacional de Emprego (Sine), o FAT também é um importante agente de desenvolvimento. Anualmente, 40% de seu orçamento é destinado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contribuindo para investimentos estruturantes em diversas áreas da economia.

Durante a abertura, o ministro Luiz Marinho destacou o papel estratégico do Fundo e alertou para riscos que comprometem sua sustentabilidade. “Precisamos pensar em como manter as políticas de investimento do FAT. A pejotização, por exemplo, é um perigo para o Fundo, para a Previdência e para o desenvolvimento”, afirmou. O ministro também criticou o uso de recursos do FAT para financiar a Previdência desde 2019, reforçando que os valores devem ser preservados para garantir investimentos de longo prazo via BNDES.

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O diretor do BNDES, Nelson Barbosa, ressaltou a importância do Fundo na consolidação do Banco. “A criação do FAT consolidou o BNDES. Dois terços do funding do banco vêm do FAT. É por causa dele que o BNDES financia projetos de longo prazo, permitindo investimentos em infraestrutura e em micro e pequenas empresas”, destacou. Ele acrescentou que cerca de R$ 260 bilhões em recursos provenientes do Fundo foram liberados, desde 2023, para setores como construção civil e indústria.

Representando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, o diretor Vinícius Pinheiro ressaltou que o FAT está alinhado às normas internacionais e é fundamental para que o país cumpra compromissos como a Agenda 2030 e o Objetivo 8 da OIT. “Crescimento econômico e desenvolvimento sustentável são faces da mesma moeda. Não é possível gerar empregos sem um crescimento sustentável, e o FAT é peça-chave nesse processo”, afirmou.

O Seminário segue até quinta-feira (4), no auditório do MTE, reunindo autoridades governamentais, representantes do setor empresarial, trabalhadores, especialistas e acadêmicos. O evento é transmitido ao vivo pelo canal oficial do MTE no YouTube.

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Ao longo da programação, os participantes discutem a importância do FAT na geração de empregos, na redução das desigualdades e no fortalecimento do desenvolvimento econômico. Durante o evento, também será lançada uma Carta-Manifesto, com reflexões e propostas resultantes dos debates, reforçando o compromisso com a proteção social e a necessidade de garantir estabilidade nas fontes de receita do Fundo.

Veja aqui a programação completa.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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