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Rede-Lab conecta laboratórios e amplia a capacidade de investigações financeiras no País

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Brasília, 27/01/2026 – Diante de um cenário em que o crime organizado se torna cada vez mais sofisticado e utiliza operações financeiras complexas para ocultar recursos ilícitos, a Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) consolidou-se como elemento estratégico da política brasileira de enfrentamento à criminalidade financeira.

A Rede-Lab foi criada a partir de um resultado da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), em 2006. A Enccla previa a implantação de um laboratório modelo voltado à aplicação de soluções tecnológicas para análise de grandes volumes de dados e à disseminação de boas práticas em hardware, software e formação profissional.

Em 2007, o laboratório foi instalado no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus). O êxito da experiência levou, a partir de 2008, à replicação do modelo nos estados e em outros órgãos federais, com a criação dos Laboratórios de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) em polícias civis, ministérios públicos, Polícia Federal e outras instituições.

A expansão estruturou os LAB-LD em todo o País, com adoção de uma base comum de atuação e aprimoramento no tratamento de informações financeiras. Em 2014, por meio da Portaria SNJ nº 242, a Rede-Lab foi formalmente instituída como instância nacional de coordenação técnica e institucional.

Coordenação e articulação institucional

Atualmente, a Rede-Lab funciona como programa permanente de articulação institucional do MJSP, conforme a Portaria nº 145/2022. A iniciativa não investiga crimes nem produz provas, que são apuradas de forma autônoma pelos LAB-LD vinculados a cada órgão.

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A rede articula laboratórios de 65 órgãos, incluindo polícias civis e ministérios públicos dos 27 estados, além da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Ministério Público Militar. Também participam instituições parceiras, como a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), atuando de forma complementar no enfrentamento da lavagem de dinheiro e na recuperação de ativos.

Cabe à Rede-Lab padronizar conceitos, difundir tecnologias, promover o intercâmbio de experiências e multiplicar o conhecimento técnico. “A rede atua como facilitadora. Não interfere nas investigações, mas cria condições para que os laboratórios tenham capacidade técnica e operacional de identificar e analisar indícios de lavagem de dinheiro”, explica o coordenador da Rede-Lab, Danilo Ferreira de Toledo.

Um dos eixos dessa articulação é fomentar inovações e aprimorar normativos ou sistemas destinados aos membros da rede, mesmo que a responsabilidade por eles seja de outras instituições.

Centros de conhecimento espalhados pelo País

Cada LAB-LD funciona como núcleo especializado de apoio a investigações sobre lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. As equipes reúnem profissionais de tecnologia da informação, contabilidade, economia e análise financeira, capazes de transformar grandes volumes de dados em informações estratégicas para subsidiar investigações.

De acordo com o coordenador-geral de Articulação Institucional, Bernardo Antonio Machado Mota, a lógica da Rede-Lab é o aprendizado cooperativo. “O conhecimento desenvolvido em um laboratório deve ser compartilhado com toda a rede. Isso eleva o nível técnico das investigações no País”, afirma.

Presença silenciosa e reconhecimento internacional

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A Rede-Lab, por meio das unidades LAB-LD, participa de forma indireta da maioria das grandes investigações financeiras do Brasil. “A maior parte das operações de grande porte envolve análises realizadas por algum laboratório da rede. Hoje, não há investigação financeira relevante sem tratamento tecnológico de dados, principalmente financeiros e patrimoniais”, destaca Danilo.

O trabalho ganhou relevância com a migração de práticas criminosas para ambientes digitais, como fraudes bancárias, operações com criptoativos e golpes que utilizam inteligência artificial.

A consolidação da Rede-Lab como política pública de Estado foi reconhecida internacionalmente no Relatório de Avaliação Mútua do Brasil, publicado em 2023 pelo Grupo de Ação Financeira (Gafi), que destacou a iniciativa como boa prática no combate à lavagem de dinheiro.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a Rede-Lab continuará desenvolvendo projetos estruturantes para enfrentar organizações criminosas, como a incorporação do Guia de Rastreamento e Investigação Patrimonial (GRINPA) à sua estrutura. A plataforma digital reunirá conteúdos atualizados sobre rastreamento patrimonial, criptoativos e procedimentos investigativos.

“A proposta é oferecer um instrumento permanente de consulta, que auxilie o investigador a lidar com novos desafios sem depender exclusivamente de capacitações presenciais, ao mesmo tempo em que será uma biblioteca viva, constantemente atualizada pelos membros da rede”, explica Toledo.

Também estão previstos o desenvolvimento colaborativo de sistemas para análise de Relatórios de Inteligência Financeira e a produção de manuais técnicos voltados a serviços especializados, como a análise telemática, com foco na organização e no compartilhamento do conhecimento existente entre os LAB-LD.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Aeroporto de Garanhuns receberá R$ 22,1 milhões em investimentos por meio do AmpliAr

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, visitou, neste domingo (19), o Aeroporto de Garanhuns, em Pernambuco, uma das três unidades aeroportuárias do estado concedida por meio do programa AmpliAr, que visa fortalecer a conectividade aérea e modernizar a infraestrutura de terminais. Garanhuns, concedido à concessionária GRU Airport, receberá investimentos de R$ 22,1 milhões.

Os recursos serão aplicados em obras para melhorias essenciais em pistas, pátios e terminais de passageiros. Essas intervenções visam elevar os padrões de segurança, aprimorar a eficiência operacional e garantir a qualidade dos serviços, posicionando o aeroporto como uma ferramenta para o desenvolvimento regional.

Durante a visita, o ministro Tomé Franca enfatizou a importância da parceria com a iniciativa privada para o avanço do setor e reforçou que o Aeroporto de Garanhuns foi incluído logo na primeira rodada do Programa AmpliAR por ser um dos mais estratégicos do país. “Garanhuns é fundamental para o turismo, é um polo de negócios e um polo educacional da região. O aeroporto vai potencializar essas características, além de ser mola promotora de desenvolvimento econômico e social para a cidade”.

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Tomé Franca destacou também o papel relevante dos aeroportos regionais no agronegócio, no turismo e na saúde, que ainda é pouco explorado. O ministro concluiu que o Programa AmpliAR, que já teve a primeira rodada de concessões realizada, representa um avanço na política pública para o setor e garantirá investimentos e gestão profissional nos terminais.

Para o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, o investimento é uma grande oportunidade para a cidade melhorar não apenas a infraestrutura, mas o desenvolvimento e os negócios na região. “Agora, vamos conseguir dar a oportunidade para grandes empreendimentos e trazer mais eventos. Vamos poder realmente avançar mais no crescimento e progresso dessa cidade e do agreste.”

AmpliAR
A iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos visa modernizar e ampliar a infraestrutura de aeroportos regionais. A primeira rodada do programa, que incluiu o aeroporto de Garanhuns, resultou na incorporação de 12 terminais do Nordeste e da Amazônia Legal ao contrato da GRU Airport, concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. A medida garante não apenas investimentos substanciais para os aeródromos, mas também uma gestão profissional e eficiente.

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A entrada da GRU Airport na gestão desses aeroportos vai ampliar rotas, facilitar o acesso a destinos turísticos e melhorar o escoamento da produção regional. O modelo diferenciado do Programa AmpliAR, ao incorporar aeroportos de menor porte a contratos já existentes, assegura escala, eficiência operacional e novos aportes privados, consolidando o Brasil como um hub logístico de referência.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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