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Senasp amplia capacitação de profissionais do Susp com curso sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas

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Brasília, 27/01/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), lança, nesta terça-feira (27), o curso Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A iniciativa é voltada à capacitação de profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A formação integra o portfólio da Rede Nacional de Educação a Distância da Senasp e visa fortalecer a atuação do Estado brasileiro diante de uma prática de alcance transnacional, altamente lucrativa e marcada por graves violações de direitos humanos.

Com carga horária de 40 horas-aula, o curso é ofertado integralmente na modalidade de Ensino a Distância (EaD). O conteúdo foi estruturado para qualificar agentes que atuam, direta ou indiretamente, na prevenção, na identificação de vítimas, na investigação de ocorrências e na repressão a esse tipo de violação, além de aprimorar o atendimento e a proteção às pessoas afetadas.

A iniciativa reforça a estratégia do MJSP de investir na formação continuada como eixo estruturante da política nacional de segurança pública. O curso pode ser acessado pela plataforma da Rede EaD Senasp.

Dados internacionais indicam que o tráfico de pessoas movimenta cerca de US$ 32 bilhões por ano em todo o mundo, com predominância da exploração sexual. No Brasil, registros oficiais apontam milhares de denúncias e notificações, além de casos associados ao trabalho em condições análogas à escravidão. Esse cenário evidencia a necessidade de capacitação permanente dos profissionais da segurança pública.

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Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o investimento em formação especializada é essencial para ampliar a capacidade de resposta do Estado. “O enfrentamento ao tráfico de pessoas exige preparo técnico, sensibilidade e atuação integrada. Ao qualificar os profissionais do Susp, o MJSP fortalece a prevenção, aprimora a investigação e assegura que a proteção às vítimas esteja no centro da atuação das forças de segurança”, afirma.

A diretora de Ensino e Pesquisa do MJSP, Michele dos Ramos, destaca que o curso foi desenvolvido para dialogar com os desafios atuais da segurança pública. “A proposta pedagógica foi construída com base em dados, marcos legais e boas práticas nacionais e internacionais. O objetivo é oferecer uma formação consistente, que contribua para uma atuação mais qualificada, humanizada e articulada entre os órgãos que compõem a rede de enfrentamento”, explica.

Capacitação alinhada às políticas nacionais

O curso Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas está alinhado à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) e ao Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSP), que estabelecem a formação continuada como diretriz estratégica para o fortalecimento das instituições. A iniciativa também dialoga com os Planos Nacionais de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP) e com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Protocolo de Palermo.

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A estrutura curricular é composta por quatro módulos. O primeiro apresenta conceitos básicos, o cenário nacional e internacional e o arcabouço institucional de enfrentamento. O segundo trata da identificação de casos, com foco em indicadores, canais de denúncia e procedimentos em pontos de fronteira. O terceiro aborda a proteção e a assistência às vítimas, com ênfase no atendimento humanizado, na escuta qualificada e nos instrumentos de proteção. O quarto módulo é dedicado à investigação e à repressão, com destaque para desafios, técnicas e cooperação internacional.

Ao longo da formação, os participantes têm acesso a videoaulas, apostilas digitais, exercícios interativos e materiais complementares, disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem da Rede EaD Senasp. A certificação exige aproveitamento mínimo de 70% nas atividades avaliativas.

Entre os resultados esperados estão o aumento da capacidade de identificação de vítimas em diferentes contextos, o fortalecimento da articulação interinstitucional, a correta aplicação de protocolos nacionais e internacionais e a atuação ética e responsável dos profissionais, com equilíbrio entre repressão e proteção integral às vítimas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

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Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

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“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
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Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

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Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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