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Silvio Costa Filho detalha programas de concessão e sustentabilidade do MPor no programa Bom Dia, Ministro

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O ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, detalhou os programas de concessões dos setores portuário, de navegação e aeroportuário, que vêm sendo desenvolvidos pela pasta, ao participar nesta terça-feira (4) do programa Bom Dia, Ministro, da EBC. Durante a entrevista, ele ressaltou também as ações de sustentabilidade e a agenda ESG priorizadas pelo ministério e que serão apresentadas na próxima semana da COP30, em Belém.

Na área portuária, Costa Filho comentou o sucesso dos leilões realizados em outubro, com ampla disputa entre os participantes, pela concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), do terminal de passageiros de Maceió e o terminal portuário do Rio de Janeiro, que servirá de apoio para operações offshore de petróleo e gás.

“Nós estamos vivendo um grande momento no segundo maior porto do país, o de Paranaguá, com R$ 2 bilhões de obras em andamento. Acabamos de fazer, pela primeira vez na história, o primeiro leilão de canal de acesso de um porto brasileiro. Isso vai dar previsibilidade, governança e aumento da movimentação no complexo”, destacou.

O canal de Paranaguá terá investimentos de R$ 1,2 bilhão e pagamento de R$ 276 milhões pela outorga. O ministro lembrou que a modelagem definida para Paranaguá, que foi a primeira concessão de canal de acesso no país, servirá também para o leilão de canal de acesso de outros portos, como o Santos (SP), de Itajaí (SC), de Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

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O ministro previu outros leilões até o final de 2026, que vão somar investimentos de cerca de R$ 30 bilhões. E ressaltou que haverá também a concessão de hidrovias, começando pelo rio Paraguai, e os leilões no setor aeroportuário, com o programa AmpliAR. Estão previstos investimentos de R$ 1,25 bilhão em 19 aeroportos, em 11 estados das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste.

Silvio Costa Filho citou ainda investimentos de cerca de R$ 10 bilhões em aeroportos de todo o país, para a modernização dos terminais e impulsionar a aviação regional. Ele chamou atenção para o fato de que os aeroportos brasileiros estão batendo recordes seguidos de movimentação de passageiros, tendo registrado 95 milhões de viajantes entre janeiro e setembro deste ano.

Ele também falou sobre a primeira linha de crédito voltada para o financiamento de empresas do setor aéreo. “A gente tem trabalhado para ofertar crédito. Agora, em dezembro, nós vamos ter, pela primeira vez na história do país, a primeira linha de crédito para as companhias aéreas do Brasil, que serão ofertados para que as empresas possam aplicar recursos na compra de novas aeronaves, requalificação de aviões, entre outras melhorias”, acrescentou.

COP30
O ministro do MPor citou as ações realizadas pelo Governo Federal para sediar a maior Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que terá início na próxima semana. Ele falou sobre as obras do novo aeroporto de Belém, inauguradas no sábado passado, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que foram investidos R$ 450 milhões. Essas obras foram aceleradas, segundo o ministro, para receber os visitantes de Belém durante a COP30, assim como as obras do porto de Outeiro, que modernizaram o terminal para receber navios de cruzeiro, que servirão de hospedagem durante a Conferência do Clima.

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“O Porto de Outeiro estava inoperante e agora estamos recuperando o terminal para receber navios, não só para a COP30, mas depois para a gente ter o Pará na rota de cruzeiros do Brasil”, afirmou, lembrando que o porto tem uma área ampla que pode ser usada também para ser um grande centro de eventos culturais e movimentar a economia do estado.

O ministro evidenciou ainda que os programas do ministério estão alinhados com a agenda da sustentabilidade e citou como exemplo o combustível sustentável da aviação (SAF) e o Pacto da Sustentabilidade, compromisso das empresas com medidas ESG, que receberão selo durante o evento no Pará.

“Vamos estar na COP30, na próxima segunda-feira (10), anunciando um conjunto de ações e investimentos que dialogam com a descarbonização, com a sustentabilidade, com a transição energética, com navios verdes e com uma melhor governança na gestão portuária”, acrescentou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Nacional

Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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