Tribunal de Justiça de MT

TJMT Inclusivo 2026 amplia diálogo com educadores e reúne especialistas para debater autismo e PcD

Publicado

Em auditório iluminado pelo painel verde do evento TJMT Inclusivo, uma mulher loira fala ao púlpito, usando blazer lilás. Ao fundo, duas pessoas sentadas acompanham. O cenário tem flores coloridas e imagem infantil alusiva ao autismo.O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso, realiza no dia 16 de abril de 2026 mais uma edição do “TJMT Inclusivo: Autismo e direitos das pessoas com deficiência”. O encontro ocorrerá na Igreja Lagoinha, em Cuiabá, e contará, nesta edição, com a participação de professores da rede municipal, além de convites estendidos a educadores das redes estadual e privada de ensino, ampliando o alcance do debate para o ambiente escolar.

A proposta é fortalecer o diálogo entre Judiciário, comunidade acadêmica e profissionais da educação, promovendo uma abordagem prática e interdisciplinar sobre os desafios da inclusão. A coordenação do projeto está sob responsabilidade da vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.

A programação terá início às 8h, com credenciamento, seguida da composição da mesa e abertura oficial conduzida pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, e pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho. Na sequência, será exibido vídeo institucional sobre autismo e realizada apresentação cultural de Tiago Roseno, da Cia Sinfônica, em voz e piano.

Leia mais:  Esmagis-MT abre inscrições para curso Formação de Formadores Nível 1

O primeiro painel da manhã abordará “Os principais transtornos do neurodesenvolvimento na sala de aula: como conduzir?”, com o neurologista pediátrico Dr. Thiago Gusmão, trazendo orientações técnicas voltadas ao cotidiano escolar. Em seguida, o psicólogo Dr. Marcelo Zanotti da Silva tratará dos “Desafios invisíveis do transtorno do espectro autista de nível 1 e de suporte nas escolas”, destacando aspectos que muitas vezes passam despercebidos, mas impactam diretamente o processo de aprendizagem.

No período da tarde, o advogado Dr. Bruno Henrique discutirá “Educação e Saúde como Direitos Fundamentais: o Encontro entre Princípios Constitucionais”, analisando os limites e deveres do poder público e das instituições na garantia de atendimento adequado. A superintendente de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), Thais Augusta de Paula, ampliará o debate com a palestra “Além do Olhar: Compreendendo a Pluralidade das Deficiências”.

Encerrando a programação, a advogada Dra. Jenyffer Bathemarque abordará o papel do sistema de Justiça na efetivação da inclusão, destacando direitos, desafios e responsabilidades institucionais. O evento será finalizado com coffee break de confraternização.

Leia mais:  ReciclaJud transforma recicláveis em renda para cerca de cem famílias de catadores

“Esta edição do TJMT Inclusivo tem um significado muito especial, porque amplia o diálogo com quem está na linha de frente da formação das nossas crianças e adolescentes: os professores. Ao convidarmos educadores da rede municipal e estendermos o convite às redes estadual e privada, reforçamos a compreensão de que a inclusão começa na sala de aula, mas precisa do apoio de toda a rede – saúde, família, políticas públicas e sistema de Justiça. O Poder Judiciário não pode atuar de forma isolada. Precisamos compreender os desafios reais enfrentados pelas escolas, ouvir especialistas da área médica e psicológica e, ao mesmo tempo, refletir sobre os instrumentos jurídicos disponíveis para garantir direitos”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Projeto-piloto acolhe estagiários e aproxima estudantes da realidade do Judiciário

Publicado

Foto horizontal que mostra a estagiária de Direito Lavínia Darc do busto pra cima, sorrindo, durante entrevista. Ela é uma jovem negra, de cabelos lisos, presos e presos em rabo-de-cavalo, olhos castanhos escuros, usando blusa azul clara e brincos.Começar um estágio em uma instituição do porte do Poder Judiciário é uma experiência cercada de expectativas, descobertas e desafios. Para os estudantes que atuam nos Juizados Especiais de Cuiabá, esse início de jornada ganhou um apoio adicional com o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, iniciativa piloto da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje).

A atividade reuniu 92 estagiários dos cursos de Direito, Tecnologia da Informação e Contabilidade que atuam nos Juizados Especiais e nas Turmas Recursais. A ação foi pensada para apresentar a estrutura do Judiciário, a segurança digital, orientar sobre rotinas de trabalho e facilitar a integração dos estudantes ao ambiente forense.

Para a estagiária de Direito Lavínia Darc, 21 anos, da Turma Recursal, o acolhimento facilita a adaptação ao ambiente de trabalho e amplia a compreensão sobre o funcionamento do Judiciário. “Eu acho uma recepção essencial e muito necessária para o estagiário. A mudança de ambiente pode gerar nervosismo e exige adaptação. Esse acolhimento ajuda a conhecer as pessoas, entender como funciona a instituição e compreender melhor o trabalho que vamos desenvolver. Na faculdade temos uma noção teórica, mas aqui conseguimos entender melhor como os setores se relacionam e como o trabalho de cada pessoa contribui para o resultado final.”

Foto horizontal em plano fechado do estagiário de Contabilidade Allan Rafael. Ele é um jovem de pele parda, olhos castanhos, cabelos castanhos, curtos e cacheados, usando óculos de grau, camiseta azul e sorrindo.Estagiário de Contabilidade, Allan Rafael Pinho, 19 anos, afirmou que o acolhimento facilita a adaptação dos novos integrantes. “Foi uma recepção muito boa. Recebemos orientações sobre o funcionamento das áreas e sobre onde buscar ajuda quando surgirem dúvidas. Como o Tribunal e o Fórum são ambientes muito grandes, esse acolhimento ajuda bastante quem está chegando.”

Leia mais:  Poder Judiciário de Mato Grosso

O encontro foi conduzido pela diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, e contou com a colaboração da assessora do Daje, Graziela Cunha. Elas apresentaram a estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso, o funcionamento dos Juizados Especiais, os sistemas utilizados no dia a dia das unidades e orientações relacionadas à segurança da informação e ao uso das ferramentas institucionais.

A gestora-geral do Complexo dos Juizados Especiais, Maria de Lourdes Duarte, e o gestor administrativo responsável pelo programa de estágio curricular remunerado e de estágio probatório da Comarca de Cuiabá, Thyago Henrique Pogianelo Mendes, abordaram aspectos relacionados à rotina e postura no ambiente de trabalho, regras do estágio e esclareceram dúvidas dos participantes.

“Hoje temos um número elevado de estagiários e eles representam uma força de trabalho muito importante. É fundamental que se sintam acolhidos, orientados e seguros para desenvolver suas atividades. Esse trabalho idealizado pela Corregedoria certamente vai render muitos frutos”, analisou a juíza dirigente do Complexo e da 3ª Turma Recursal, Valdeci Moraes Siqueira.

Foto horizontal que mostra a juíza Valdeci Moraes Siqueira falando ao microfone da TV Justiça, durante entrevista. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, na altura dos ombros, usando camiseta rosa. atrás dela, há um telão com um QR code projetado.A magistrada também relembrou o período em que foi estagiária e ressaltou a importância dessa fase para a formação profissional. “Tudo o que aprendi naquela época eu carrego até hoje. O estágio é uma experiência que marca a vida da gente. Por isso considero esse acolhimento tão importante para quem está iniciando a trajetória profissional.”

Leia mais:  Confira o resultado definitivo de processo seletivo para agentes comunitários de Justiça e Cidadania

A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, explicou que a proposta nasceu da necessidade de aproximar os estudantes da instituição e facilitar a adaptação ao ambiente de trabalho. “É a primeira edição do acolhimento dos estagiários nos Juizados Especiais. A intenção é facilitar a jornada deles dentro do Poder Judiciário, mostrando onde eles estão, para que estão aqui e qual é o papel da unidade em que atuam.”

“Meu estágio ocorreu em 2005 e não havia nada parecido. Certamente teria sido um divisor de águas na minha vida profissional. Esse projeto busca oferecer esse abraço institucional para quem está começando”, disse ao recordar o início da própria trajetória profissional.

Foto horizontal que mostra a diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, em pé, falando ao microfone para os estagiários que estão sentados. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros, lisos na altura dos ombros, usando blusa estilo colete bege de botões na frente. “O desembargador Lindote sempre veste a camisa junto com a equipe do Daje e permite que possamos colocar em prática projetos que fazem a diferença. Começamos de forma específica, mas sempre pensando em benefícios para todo o Poder Judiciário”, completou Shusiene ao agradecer ao corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, pelo apoio à iniciativa.

A expectativa do Daje é ampliar o projeto para outras unidades ligadas aos Juizados Especiais, fortalecendo a integração e a formação dos estudantes que iniciam a trajetória profissional no Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana