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Goiás realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho

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Goiás sediou, na ultima terça-feira (18/11), a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O encontro ocorreu na Casa da Indústria – FIEG, reunindo representantes do governo, trabalhadores e empregadores para debater os desafios do mercado de trabalho e construir propostas voltadas à promoção do trabalho decente. A conferência, organizada de forma tripartite, paritária e democrática, integra o processo nacional coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As discussões resultaram na aprovação de 15 propostas, que serão encaminhadas à etapa nacional da II CNT, prevista para março de 2026, em São Paulo.

De acordo com o secretário de Qualificação, Emprego e Renda, Magno Lavigne, que participou da abertura do evento, a conferência estadual é um momento estratégico para Goiás e para o Brasil, pois reúne governo, trabalhadores e empregadores em um espaço democrático de construção coletiva. “A Conferência nos permitirá transformar os desafios do mundo do trabalho nesse importante estado da federação em propostas concretas, capazes de orientar políticas públicas e promover um mercado de trabalho mais justo, sustentável e inclusivo”, ressalta Lavigne.

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“A Superintendência Regional do Trabalho em Goiás tem acompanhado de perto a realidade do mundo do trabalho no estado. Embora tenhamos evoluído em formalização e geração de empregos, ainda enfrentamos desafios que exigem ação conjunta. A Conferência é um espaço fundamental para ouvir trabalhadores e empregadores, identificar prioridades e propor caminhos que garantam relações de trabalho mais justas, seguras e dignas”, afirmou o superintendente regional do Trabalho em Goiás, Nivaldo Santos.

Também estiveram presentes na abertura Cesar Augusto Sotkeviciene Moura, secretário da Retomada do Governo de Goiás; Fernanda Carvalho, representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT); Flávio Rassi, vice-presidente da FIEG e representante da bancada dos empregadores; e Fernando Cesar Silva da Mota, da CTB, representante da bancada dos trabalhadores.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Nacional

STF valida a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres por unanimidade hoje (14)

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O Supremo Tribunal Federal (STF) validou hoje (13), por unanimidade, a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques e André Mendonça acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, favorável à constitucionalidade da norma.

 “A decisão do STF representa uma vitória para as mulheres brasileiras e para a construção de um mercado de trabalho mais justo e igualitário. A regulamentação da Lei da Igualdade Salarial fortalece mecanismos de transparência e de enfrentamento às desigualdades remuneratórias que ainda atingem a todas as mulheres que trabalham nesse país, especialmente mulheres pretas, pardas, indígenas, LBTQIA+, mulheres que sofrem violência e que são provedoras de suas famílias, que são os públicos mais discriminados. A decisão unânime reafirma que igualdade salarial não é apenas um princípio constitucional, que ela precisa se concretizar na vida das trabalhadoras brasileiras”, defendeu o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

 A Lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com 100 empregados ou mais empregados. Além de sanções para as empresas que não cumprirem a determinação e discriminarem os trabalhadores por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

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Relator do caso, Moraes afirmou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres representa um “flagrante discriminação de gênero” ainda presente no mercado de trabalho brasileiro. “Homens recebem muito mais pelo exercício exatamente das mesmas funções, não por serem mais competentes ou melhores profissionais, mas simplesmente por serem homens. É uma questão claramente de discriminação de gênero”, defendeu o Morares.

Ao acompanhar o relator, o ministro Flávio Dino afirmou que a Corte precisa evitar que a norma se transforme em mais uma lei sem efetividade prática. “No que se refere a essa importantíssima lei, precisamos fortalecer a segurança jurídica e, por consequência, sua ampla aceitação social”, afirmou.

O julgamento foi iniciado nesta quarta-feira, quando o plenário ouviu as sustentações orais das partes envolvidas nos processos. A análise da constitucionalidade da norma foi retomada nesta quinta com a apresentação dos votos dos ministros.

Sobre a Lei

A Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, reforça a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres, alterando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a promoção da transparência salarial, a fiscalização contra a discriminação, o estabelecimento de canais de denúncia, a implementação de programas de diversidade e inclusão, e o apoio à capacitação de mulheres. A lei é uma iniciativa do governo federal, conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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