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Ministro Luiz Marinho destaca, em entrevista, os números do Novo Caged: mais de 228 mil empregos gerados em março

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Oministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) apresentou, durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quinta-feira, 30 de abril, dados recentes do mercado de trabalho. De acordo com o Novo Caged, o Brasil gerou mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março e mais de 613 mil no primeiro trimestre deste ano. Os dados foram divulgados nesta quarta (29/4).

No recorte dos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada. O desempenho também elevou para 49 milhões o número de vínculos formais ativos no Brasil, uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Nesses três anos e três meses são mais de 7 milhões e 200 mil trabalhadores e trabalhadoras agregadas no mercado de trabalho brasileiro, motivo de muita satisfação”
Luiz Marinho
Ministro do Trabalho e Emprego

O ministro do Trabalho também destacou que os dados do Novo Caged representam apenas os empregos com carteira assinada e que, ao considerar outras formas de vínculo registradas na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o número total de ocupações é ainda maior. Segundo ele, no acumulado de três anos e três meses, o país alcança cerca de 7,2 milhões de trabalhadores inseridos no mercado de trabalho.

“A RAIS, que a gente divulga semana que vem, traz os demais formatos de emprego, serviço público, trabalhador doméstico. É um motivo de muita comemoração para os trabalhadores e trabalhadoras. Nesses três anos e três meses são mais de 7 milhões e 200 mil trabalhadores e trabalhadoras agregadas no mercado de trabalho brasileiro, motivo de muita satisfação”, destacou Marinho.

MERCADO DE TRABALHO – O ministro também deu, no programa de rádio e internet, continuidade ao debate sobre o mundo do trabalho. Na entrevista, ele destacou os resultados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, que aponta avanços na inserção de mulheres no mercado formal, incluindo o crescimento na contratação de mulheres negras em grandes empresas. Os dados mostram que o número de mulheres ocupadas cresceu 11%, saltando para 8 milhões de trabalhadoras, com destaque para a inclusão de mulheres negras, cuja presença no mercado formal avançou 29%, totalizando 4,2 milhões de trabalhadoras.

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EQUIPARAÇÃO SALARIALApesar disso, o ministro ressaltou que ainda há desafios para alcançar a equiparação salarial entre homens e mulheres. “Nós temos evoluções importantes, mas temos que insistir muito, temos que chamar a sensibilização das empresas para esse processo. As empresas têm que se sensibilizar e olhar para o seu interior: ‘o que está acontecendo?’. Ela tem 100 funcionários, desses 100 funcionários, quantos são as mulheres? Essa proporção de mulheres está chegando no corpo gerencial ou está somente lá no serviço, lá embaixo, no chão de fábrica?”, disse o ministro.

A desigualdade salarial média de 21,3% entre homens e mulheres permaneceu estável em relação ao ano anterior, com variações que indicam maior distância em ocupações de nível superior e empresas de maior porte. Luiz Marinho explicou que, embora representem parcela significativa da força de trabalho, as mulheres ainda têm menor participação na massa salarial total. “Esse é o aspecto que está incomodando muito, mas é preciso que a gente tenha persistência, por parte do governo, por parte da ministra Márcia Lopes [ministra das Mulheres]. Nós estamos emanados no processo de continuar teimando, continuar insistindo, e água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, nós vamos furando lentamente esse processo, sem desanimar”, afirmou.

Embora o avanço do emprego feminino represente a ampliação da inclusão produtiva, o relatório evidencia que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste. “As mulheres representam no mercado de trabalho 41% e pouco, quando vai para a massa salarial de remuneração, cai para 30% e pouco. Ou seja, se ela tivesse equiparada igualmente em todas as funções hierárquicas no corpo gerencial, diretivo e técnico, igual a homens e mulheres, elas teriam 41% da massa salarial paga no país, teriam mulheres com uma remuneração muito maior, porque ela ascendeu na carreira”, destacou.

SAÚDE MENTAL  Outro ponto abordado foi a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A medida estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e passou por atualizações recentemente. “A NR1 é a que trata dos impactos psicossociais no ambiente de trabalho e a obrigação das empresas organizarem um processo junto aos seus trabalhadores de orientação para a saúde mental. Isso é muito importante. Tem aumentado drasticamente o problema de saúde mental no ambiente de trabalho”, disse o ministro.

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PRAZO   O prazo para que as empresas se adequem a essa norma é 26 de maio. O ministro informou que não há previsão de prorrogação para a entrada em vigor. “As empresas vêm pedindo para prorrogar. Já fizemos uma prorrogação no ano passado para isso e não temos disposição de fazer a prorrogação”, afirmou.

Ele destacou que, neste primeiro momento, a fiscalização terá caráter orientativo, com foco em apoiar empresas na implementação das medidas e na promoção da saúde mental dos trabalhadores. “Nesse primeiro momento, a orientação para os nossos auditores é observar e orientar. Não é para sair autuando as empresas que, eventualmente, estejam apanhando com alguma dificuldade. Nós precisamos ajudar as empresas a organizar esse processo e essa é a disposição do Ministério do Trabalho a partir dos seus auditores e auditoras”, registrou.

DIA DO TRABALHADOR – O ministro Marinho também comentou a agenda do Dia do Trabalhador, com mobilizações previstas em todo o país. Durante a Semana do Trabalhador, o Ministério do Trabalho e Emprego promoverá ações voltadas ao atendimento da população na Esplanada dos Ministérios com oferta de serviços como intermediação de emprego, vacinação e atividades ligadas à economia solidária.

“Haverá também, nos estados, nas superintendências, alguma atividade durante a semana que vem relacionada à Semana do Trabalhador. A gente quer propiciar que as pessoas tenham mais contato com o mundo do trabalho, quais os trabalhos que têm, as políticas que têm, quais os serviços que têm prestado. Esse é um momento das pessoas tomarem conhecimento”, explicou Marinho.

QUEM PARTICIPOU O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta (30/4) a Rádio Bandeirantes (Campinas/SP), Rádio Jornal (Recife/PE), Grupo Norte de Comunicação (Manaus/AM), Rádio BandNews (Salvador/BA), Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Grupo Marajó de Comunicação (Breves/PA), Grupo IG (Rio de Janeiro/RJ) e Rádio Verdinha (Fortaleza/CE).

Texto: Secom/PR

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Túnel Santos-Guarujá transforma travessia histórica em novo eixo de mobilidade no país

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Enquanto aguardava nos congestionamentos entre Guarujá e Santos, o caminhoneiro Valter Baleco viu um importante projeto pessoal se perder na estrada. “Eu tentei fazer faculdade, mas várias vezes deixei de ir para a aula porque não chegava a tempo. Eu já fiquei parado por três horas ou mais nesse trecho”, lembra.

Em seu caminhão, Valter percorre diariamente o mesmo caminho de outros 20 mil veículos de carga que circulam pelo Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Desses, aproximadamente 5 mil precisam acessar a margem direita do porto e enfrentam um trajeto de até 45 quilômetros. Além do impacto na mobilidade, a operação também gera efeitos ambientais expressivos, cerca de 70 mil toneladas de dióxido de carbono são emitidas anualmente nesse deslocamento. Pelas balsas que cruzam o canal, também passam milhares de ciclistas e pedestres todos os dias.

Separadas por apenas 400 metros de canal, as duas cidades parecem mais distantes ainda para quem enfrenta filas, congestionamentos e longos desvios para seguir trabalhando, como o caminhoneiro Valter. Mas essa realidade vai finalmente mudar. Com a construção do Túnel Santos-Guarujá, a espera de quase um século começa a ganhar forma concreta.

Travessia

“Ela está há muito tempo sendo aguardada por todos nós que moramos aqui na região e vai trazer muitas melhorias. Não é apenas uma obra. É algo que vai impactar significativamente a vida de todos nós daqui”, afirma o caminhoneiro.

Inédito no Brasil, o maior empreendimento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) contará com investimento de R$ 6,8 bilhões. Uma ligação para encurtar distâncias e transformar a mobilidade da Baixada Santista. Assim, o caminho de pedra que faz Valter muitas vezes parar, vai fluir por dentro do mar. O projeto reforça a eficiência logística do principal porto brasileiro, que conecta mais de 600 destinos e movimenta cargas de mais de 200 países.

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Em 2025, 186,5 milhões de toneladas de carga, incluindo 5,9 mi de TEU passaram por Santos. O principal exportador de açúcar, soja e milho também é o segundo maior porto importador de trigo no Brasil. A instalação responde ainda por 30% de toda a corrente comercial do país. Com o Túnel, elimina-se a dependência das balsas na travessia, aumentando a competitividade e eficiência logística do Porto.

A obra

Com 1,5 quilômetro de extensão total, o Túnel Santos-Guarujá terá 870 metros submersos sob o canal portuário. A ligação fixa entre as duas cidades reduzirá o tempo de travessia para cerca de dois minutos. Um percurso breve, diante das horas perdidas em filas e congestionamentos de hoje, e pequeno, diante da longa travessia que a população da região enfrentou até ver a obra sair do papel.

Prevista para ser entregue no fim de 2030, a obra deve reduzir deslocamentos, conectar pessoas e melhorar a rotina de quem vive de passagem entre as duas cidades. Para quem transporta cargas, representa eficiência. Para quem trabalha na região, significa mais tempo, um bem cada vez mais raro. O caminhoneiro Carlos Eduardo Ramon acredita que até sua renda vai melhorar: “com menos tempo parado, será possível fazer mais viagens no mesmo dia. Se a gente consegue ir mais vezes para o Guarujá, tem um faturamento melhor”, explica.

Para gente como Ramon, que sempre tem que correr à frente do sol, o túnel representa a estrada de fazer o sonho acontecer. “Tem muita gente que não sabe o que o caminhoneiro passa, você perde festa da escola do filho, perde aniversário da mãe, da esposa, perde o final de ano com os amigos e a família. Então, essa obra vai ajudar bastante, até mesmo mentalmente. Vamos trabalhar um pouco mais calmo, mais sossegado”, espera Ramon.

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Isso quer dizer mobilidade

O túnel contará com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem para pedestres e espaço reservado para a futura implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Também será equipado com sistemas de monitoramento em tempo real, controle inteligente de tráfego e mecanismos integrados de segurança para garantir eficiência operacional em qualquer situação.

Para Valter, a dimensão da obra ultrapassa a engenharia. “Na verdade, o túnel é uma obra extremamente importante porque vai impactar a vida social das pessoas, de quem faz essa travessia todos os dias para trabalhar. Vai mudar a vida do turista e da gente que é caminhoneiro, principalmente, porque vamos ter mais uma alternativa”, resume.

Mais do que ligar duas margens, o Túnel Santos-Guarujá representa uma nova forma de pensar a infraestrutura, aquela que aproxima cidades, reduz emissões, melhora a logística e devolve tempo às pessoas.

A travessia entre Santos e Guarujá, em destaque neste capítulo da websérie Caminhos – O Brasil Conectado, revela como grandes obras também transformam rotinas silenciosas. Nos próximos episódios, a séria apontará outros projetos que estão redesenhando a forma como o país se move por meio de portos, aeroportos e hidrovias.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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