Educação

Educação em Direitos Humanos ganha política nacional

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 3 de julho, a Política Nacional de Educação em Direitos Humanos nas Instituições de Ensino (EducaDH). A política tem como objetivo implementar ações de Educação em Direitos Humanos (EDH) na educação básica e na educação superior, contribuindo para a promoção dos direitos humanos, a valorização da diversidade e o enfrentamento do preconceito, da discriminação e da violência. 

O secretário-executivo do Ministério da Educação, Rodolfo Cabral, celebrou o lançamento da política nacional e destacou que cada eixo de atuação representa um passo importante para a transformação da realidade brasileira. Ele lembrou que, pela primeira vez, o país registrou redução do analfabetismo, queda do abandono escolar no ensino médio e ampliação do acesso ao ensino superior. Também ressaltou que o enfrentamento ao preconceito, tanto no ambiente escolar quanto nas redes sociais, é fundamental para o fortalecimento da educação pública. 

“O ambiente escolar ainda convive com episódios alarmantes de preconceito, discriminação e violência. Inclusive, com uma preocupante disseminação do discurso de ódio nas redes sociais, que atinge educadores e estudantes. A EducaDH nasce como política nacional estruturada para conjugar esforços da União, dos estados e dos municípios e vai atuar diretamente na formação continuada de profissionais, materiais e protocolos de resposta à violência e proteção e defesa dos educadores contra práticas de censura e perseguição”, disse o secretário. 

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Sobre a política – A EducaDH articula esforços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para fortalecer capacidades institucionais e práticas pedagógicas. O objetivo é assegurar que as instituições públicas de educação básica e de educação superior implementem ações voltadas ao respeito aos direitos humanos e à valorização da diversidade, com especial atenção ao enfrentamento do preconceito, da discriminação e da violência. 

A política está estruturada em eixos como:  

  • Coordenação Federativa: visa qualificar a relação intergovernamental para a implementação integrada da política, por meio de apoio técnico e financeiro e do fortalecimento das capacidades estatais, de modo a induzir práticas institucionais alinhadas aos princípios da política. 
  • Educação Continuada de Profissionais da Educação: busca criar e consolidar a Rede de Formação Continuada em Educação em Direitos Humanos, voltada ao fortalecimento das capacidades pedagógicas, institucionais e de gestão dos profissionais da educação. 
  • Materiais Didáticos, Diretrizes, Protocolos e Orientações: destina-se a apoiar as redes e instituições de ensino por meio da produção, atualização e disseminação de materiais pedagógicos, documentos orientadores e instrumentos normativos voltados à promoção da Educação em Direitos Humanos. 
  • Valorização e Difusão da Diversidade: tem como objetivo desenvolver instrumentos de ação pública voltados ao reconhecimento, à valorização e difusão de práticas educacionais que promovam a diversidade e o enfrentamento ao preconceito, à discriminação e à violência, especialmente contra meninas e mulheres. 
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Proteção e Defesa dos Profissionais da Educação: busca identificar, analisar e enfrentar as violências sistemáticas contra profissionais da educação, por meio do desenvolvimento de estratégias institucionais de proteção, acolhimento e defesa de seus direitos. 

  • Monitoramento e Avaliação: tem como objetivo formular e implementar indicadores para monitorar, avaliar e aperfeiçoar continuamente a política. 

Contexto – A EducaDH responde a compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo Estado brasileiro no campo dos direitos humanos. A política reconhece o papel estratégico das instituições de ensino na prevenção das violências e na proteção de crianças, adolescentes, meninas, mulheres e profissionais da educação. 

A política também cria o Selo Maria da Penha, que tem como objetivo reconhecer e valorizar as redes de ensino que realizarem ações de Educação em Direitos Humanos, com ênfase no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres. Os critérios para concessão do selo serão publicados em edital próprio.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC autoriza reforma no Campus Franco da Rocha do IFSP

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O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta sexta-feira, 3 de julho, o início das obras no Campus Franco da Rocha do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Ao todo, estão previstos R$ 42,1 milhões em investimentos para a reforma de uma área tombada de 14 mil m² e aquisição de equipamentos e mobiliários para a unidade, que faz parte do plano de expansão dos institutos federais. A assinatura do termo de autorização ocorreu no Complexo Hospitalar do Juquery, no município de Franco da Rocha (SP), com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini. 

A reforma tem investimento previsto de R$ 37,1 milhões e abrange o conjunto de prédios que foram cedidos para uso do IFSP, denominado Área Central, e o Complexo Hospitalar do Juquery. A iniciativa também contará com aporte de R$ 5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para a aquisição de equipamentos e mobiliário. 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou os investimentos e ampliação dos Institutos Federais pelo país.  

“Em 1909, quando foi criado o primeiro Instituto Federal, existiam apenas 140 escolas no país. O estado de São Paulo tinha três. Hoje, o Brasil passa de 140 para 799 Institutos Fede, só nesse governo. Isso é resultado de decisão política e da prioridade dada à educação.” 
Leonardo Barchini, ministro da Educação  

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Até a conclusão da sede definitiva, as atividades do campus serão realizadas em um espaço provisório cedido pela Prefeitura de Franco da Rocha. A estrutura conta com quadra poliesportiva, duas salas de aula com capacidade para 40 estudantes cada, laboratório de informática com instalação prevista para 40 computadores, cozinha, área de convivência, banheiros feminino e masculino, sala da direção e sala dos professores. 

Expansão e consolidação – Por meio do Novo PAC, o governo federal está investindo R$ 2,7 bilhões para expansão dos institutos federais, implantando mais de 100 novas unidades em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, principalmente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. O MEC destina, por meio do Novo PAC, R$ 370 milhões para a implementação e aquisição de equipamentos e mobiliário das unidades de São Paulo – Jardim Ângela; São Paulo – Cidade Tiradentes; São Paulo – Jaçanã; Osasco; Santos; Diadema; Ribeirão Preto; Sumaré; Franco da Rocha; Cotia; Carapicuíba; São Vicente; Mauá; Guarujá; Serrana; e São Bernardo do Campo.  

O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSP, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 247,7 milhões. No período de 2023 a 2026, já foram repassados R$ 167 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 80 milhões no âmbito do Novo PAC. Para os valores descentralizados, já estão inclusos os aditivos, no valor de R$ 24,9 milhões. 

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Institutos Federais – Cada instituição é composta por estruturas multicampi que atuam como unidades descentralizadas de ensino, pesquisa, extensão e inovação, garantindo a presença da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em todo o território nacional. Além de ofertarem cursos de educação profissional e tecnológica (EPT), essas unidades promovem o desenvolvimento local e regional, alinhadas às vocações e aos setores produtivos. 

A Rede Federal é composta atualmente por 730 unidades, vinculadas a 39 institutos federais, a dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a 22 escolas técnicas vinculadas às universidades federais e ao Colégio Pedro II. 

Resumo | Mais educação para São Paulo 

Flyer | Institutos Federais 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

Fonte: Ministério da Educação

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