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Ministério dos Transportes apresenta carteira de concessões rodoviárias e ferroviárias em Nova York

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Com foco na expansão da infraestrutura de transportes e na atração de investimentos para o país, o Ministério dos Transportes participou do Roadshow 2026 – Missão Nova York, realizado entre os dias 11 e 14 de maio, nos Estados Unidos. O evento reuniu investidores, operadores e fundos internacionais interessados nas oportunidades previstas para os setores rodoviário e ferroviário brasileiros.

Representaram o Ministério a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, e a diretora do Departamento de Obras e Projetos da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário (SNTF), Maryane Araujo.

Realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a missão incluiu reuniões bilaterais, roadshows e encontros estratégicos com grandes fundos globais, operadores de infraestrutura e representantes do mercado financeiro internacional.

Atualmente, a carteira de concessões do Ministério dos Transportes soma 32 projetos rodoviários contratados, com previsão de mais de R$ 396 bilhões em investimentos voltados à ampliação da infraestrutura nacional e ao fortalecimento de corredores estratégicos de integração regional.

“Estamos apresentando ao mercado projetos com contratos modernos, matriz de risco mais equilibrada, segurança jurídica e previsibilidade. Esse roadshow reforça a confiança dos investidores na capacidade do Brasil de estruturar concessões cada vez mais competitivas e atrativas”, afirmou a secretária Viviane Esse.

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Ferrovias

No setor ferroviário, o Ministério dos Transportes apresentou a nova Política Nacional de Concessões Ferroviárias e a carteira de projetos prevista para 2026, considerada um dos maiores ciclos de investimentos do setor nas últimas décadas.

A carteira ferroviária apresentada pelo Ministério prevê oito leilões e cerca de R$ 160 bilhões em investimentos. Os projetos fazem parte da estratégia do Governo do Brasil de ampliar a participação do modal ferroviário na matriz logística brasileira, passando dos atuais 17,7% para 34,6% até 2035, conforme previsto no Plano Nacional de Logística (PNL 2035).

“A missão em Nova York foi uma oportunidade importante para apresentar ao mercado a maior carteira de projetos ferroviários do país, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões no setor nos próximos anos, além de ouvir investidores sobre como tornar esses empreendimentos ainda mais atrativos, seguros e alinhados às demandas internacionais”, destacou a diretora do Departamento de Obras e Projetos da SNTF, Maryane Araujo.

Entre os destaques apresentados aos investidores estiveram a Ferrogrão, com potencial para movimentar 66 milhões de toneladas por ano, e a Malha Oeste, corredor estratégico de integração bioceânica entre Brasil e Chile.

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Durante as apresentações, o Ministério também destacou os mecanismos estruturados para ampliar a atratividade dos projetos ferroviários, incluindo instrumentos de mitigação de riscos, debêntures incentivadas, fundos de viabilidade, financiamento do BNDES e diretrizes voltadas à sustentabilidade socioambiental.

Outras agendas

Entre os compromissos da agenda em Nova York, o Ministério dos Transportes também participou do GRI Brazil Infra Summit 2026, onde foram apresentadas as oportunidades de investimentos em infraestrutura de transportes no Brasil e os avanços promovidos pelo Governo do Brasil na estruturação dos contratos de concessão.

Outro destaque da missão foi a participação da diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, que apresentou novas medidas voltadas à financiabilidade das concessões, incluindo a ampliação da atuação do banco no financiamento do equity dos projetos.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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“Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio é avanço civilizatório”, destaca ministro do MJSP após comemoração dos 100 dias da iniciativa

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Brasília, 20/5/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, classificou a comemoração dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio como um marco na luta pela garantia dos direitos das mulheres, especialmente do direito à segurança e à vida. “Estamos aqui nesta cerimônia muito importante, com o combate ao feminicídio como pauta central. Várias leis e decretos foram sancionados pelo presidente da República, constituindo um grande avanço — e temos que alcançar esse avanço civilizatório”, afirmou durante evento realizado no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (20).

Entre os atos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores; ampliam as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima; endurecem medidas contra criminosos que continuam ameaçando mulheres mesmo após a prisão; e reduzem burocracias para acelerar a efetivação de medidas protetivas e decisões judiciais. A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, parlamentares e representantes da sociedade civil.

O secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, ressaltou a importância dos atos para conter a escalada da violência digital.

“O decreto de proteção à mulher no ambiente digital traz as ferramentas de que precisamos para impedir que a disseminação do ódio e da violência no ambiente digital ultrapasse as telas e produza violência contra mulheres e crianças brasileiras. Esse é um passo fundamental. Os avanços estão registrados e foram acolhidos pelo presidente da República”, declarou.

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Segundo Borges, foram “100 dias de resistência e avanço. Fizemos mais nesses 100 dias do que nos 100 anos passados”.

Para o secretário nacional de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Oliveira Fernandes, as medidas representam um marco para a proteção das mulheres na internet.

“Hoje, demos um passo fundamental no combate a crimes contra a mulher no ambiente digital e trouxemos regras para o enfrentamento a fraudes e outros tipos de ilícitos nas redes sociais. É uma mudança transformadora para dar efetividade à garantia de direitos na internet”, afirmou.

Proteção das mulheres no ambiente digital

O primeiro dos dois decretos assinados nesta quarta-feira estabelece mecanismos de acompanhamento do dever das plataformas digitais de prevenir e agir com celeridade para conter situações de violência contra mulheres em seus serviços.

As empresas deverão manter canal específico e permanente para denúncias de divulgação não consentida de conteúdos íntimos — incluindo imagens geradas por inteligência artificial —, com previsão de retirada do material em até duas horas após a notificação.

O segundo decreto atualiza o Decreto nº 8.771/2016, que regulamenta o Marco Civil da Internet, com base em entendimentos fixados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção do cidadão.

O texto reforça que empresas que operam no Brasil precisam cumprir a legislação brasileira e atuar de forma proativa e proporcional para impedir a circulação massiva de conteúdos criminosos, como fraudes digitais, anúncios enganosos e redes artificiais utilizadas para disseminação de golpes.

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A fiscalização do cumprimento das obrigações caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Cadastro Nacional de Agressores e proteção das vítimas

Também foram sancionadas leis resultantes dos seguintes projetos aprovados pelo Congresso Nacional:

  • PL 1099/2024, de autoria da deputada federal Silvye Alves (União-GO), que cria o Cadastro Nacional de Agressores (CNVM) — banco de dados nacional com informações sobre condenados por crimes de violência contra a mulher, incluindo feminicídio, estupro, perseguição e violência psicológica. A proposta permitirá integração em tempo real entre forças policiais de diferentes estados, facilitando a localização de criminosos foragidos e reduzindo riscos de reincidência.
  • PL 2083/2022, de autoria da senadora Soraya Thronicke (União-MS), inspirado no caso de Bárbara Penna, que endurece medidas contra presos que continuem ameaçando vítimas de dentro do sistema prisional, com possibilidade de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e transferência para presídios em outros estados.
  • PL 3257/2019, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que amplia as hipóteses de afastamento imediato do agressor contra a mulher, inclusive em casos de violência moral, patrimonial e sexual.
  • PL 5609/2019, de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que altera a Lei Maria da Penha para reduzir burocracias com o objetivo de agilizar o cumprimento de decisões judiciais de proteção às mulheres. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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